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UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Curso de Pedagogia - PEAD
Disciplina: Representação do mundo pela matemática
Professor (a): Luiz Davi Mazzei
Nome(s): Edivan Machado de Oliveira
ATIVIDADE 1
Onde há números em minha vida?
Para que eu os uso?
Os números estão presentes em toda a parte, em minha casa nós convivemos com os números, ele é presença constante. Em primeiro lugar, porque minha família possuí uma loja de modas e confecções em geral. Sendo assim, precisamos ter todas as numerações de roupas para que os clientes possam adquirir a que condiz com o seu número de vestimenta. Neste sentido, os que preferem produzir o seu próprio stilo de roupa, necessitam tirar as medidas dos quadris, cumprimento, busto, manga, costa, ombro e etc; além de que, fazer um orçamento de custo, estes, no entanto, vêm repletos de números.
Em contrapartida, se não houvesse os números não iríamos conseguir definir com nitidez e coerência o local onde reside a loja de modas e confecções, bem como, minha residência. Através dos números informamos com limpidez o local onde à mesma se situa, através do CEP, número da casa e do estabelecimento comercial, bem como disponibilizamos para os clientes que desejam receber informações, tirar dúvidas ou consultar algo referente à loja, o número de telefone residencial e particular (celular).
Porém, só posso informar o número da casa, o número de telefone, entre outros, porque num dia, representados, também, por números, integrei este mundo. Assim, tive que ser registrado em um cartório, nele, recebi um número informando o meu registro de nascimento, assim como, progressivamente tive que providenciar uma careteira de identidade, um título de eleitor, uma carteira profissional e etc, – tudo representado por números.
Estes diversos números vão determinando diversas funções em minha vida. Com o número do CPF, por exemplo, posso abrir uma conta no banco para receber o meu salário, este, entretanto, é elucidado por números. Desta mesma forma, no meu trabalho, também, acabo sendo conhecido pelo número do colaborador e acabo recebendo, após abrir a minha conta no banco, o meu salário. Por um número de conta corrente, com número da agência, cadastro uma senha, e movimento essa conta através da internet, consequentemente, acabo adquirindo uma senha para a internet e um número de assinatura eletrônica.
A cada ano que passa vou exemplificando a minha idade e adquirindo a possibilidade de estabelecer uma relação quase que inconsciente, mas de grande utilidade, com os números.
Comentário: Todos os exemplos que você postou são válidos. Abraços! Dany
ATIVIDADE 2
A partir da segunda atividade proposta pelo múdulo 5, considerei adequado aplicar na turma em que leciono, uma atividade que condissesse com o imaginário das crianças, bem como, se enquadrasse com a realidade delas.
Neste sentido, construí uma atividade entorno dos personagens da turma da Mônica. O mesmo se desenvolve da seguinte forma:
MATERIAIS: Recortes dos personagens: Mônica, magali, Cascão, Cebolinha, Chico Bento. Cartões azuis, vermelhos e amarelos para usar como dinheiro; um dado tradicional e um dado com cores dos cartões.
PROCEDIMENTOS: O professor tem um Banco com os cartões de dinheiro. As equipes jogam os dados para conseguir dinheiro para comprar os personagens. Vence o jogo quem comprar os 5 personagens. Após a 2ª rodada o banco libera a troca de dinheiro entre as equipes.
REGRA:
2 amarelos=1 vermelho 1azul=2vermelhos
Após o 1ª jogo os alunos podem criar uma nova idéia para o vencedor. O valor do jogo é a discussão na equipe em relação à troca do dinheiro e a negociação com as outras equipes. O valor do dinheiro de cada cor será motivo de pesquisa e discussão, pois é um material de base 2.
Os personagens só podem ser obtidos de acordo com a tabela que está no quadro:
Mônica = 2 azuis
Cascão = 2 amarelos
Chico Bento- 2 vermelhos
Magali= 3 vermelhos
Cebolinha = 1 azul
= 
O professor não deve liberar as trocas. Elas devem ser feitas entre cada duas jogadas para que os alunos possam realizar um raciocínio mais sério sobre o dinheiro.
O professor julga o momento de suspender o jogo. É importante jogar enquanto os alunos manifestam interesse.
Por se tratar de alunos do 1ª ano, é importante que eles tenham um contexto pra fazer os problemas. A concretização do texto é mais simples e real.
- Francisco tem 6 amarelos. Ele pode comprar a Mônica?
- Manuela tem 2 vermelhos. Quanto falta para poder comprar um Cascão?
- Quantos amarelos são necessários para trocar por 3 vermelhos?
APLICAÇÃO DO JOGO:
Durante a aplicação do jogo da turma da Mônica na turma do 1ª ano, percebi que algumas mudanças e readaptações precisavam acontecer com urgência, caso desejasse que os alunos aprendessem com o mesmo.
1ª Mudança: Os alunos após duas rodadas não iriam trocar os cartões coloridos pelos personagens, sozinhos, eu teria que ir a cada grupo, individualmente, e questiona-los quanto à troca dos cartões coloridos pelos personagens.
2ª Mudança: Eu deveria analisar a situação do jogo em cada rodada e fazer as perguntas e questionamentos conforme a possibilidade real destes, para que no primeiro instante, já conseguissem perceber a probabilidade da troca dos cartões coloridos por personagens, ou seja, não faria perguntas que os confundissem e sim que os fizessem já perceberem instantaneamente a jogada.
3ª Mudança: Todos os integrantes dos grupos teriam que colaborar para o desvendamento das jogadas de cada aluno, para que a aprendizagem fosse coletiva. E para que coletivamente, as dúvidas fossem sanadas.
4ª Mudança: O professor necessitaria realizar a contagem dos cartões em alto e bom tom, e constantemente mostrar a tabela fixada no quadro da sala de aula.
5ª Mudança: Na tabela da sala de aula teria que acrescentar os números de baixo de cada cartão representado na mesma. E fazer uma seqüência de 1 a 10 com as cores dos cartões, para que estes percebessem o volume contido em cada número, bem como pudessem depositar embaixo dos mesmos, para ver se a quantidade que possuíam de cartões correspondia ao número de cartões contidos num certo número.
Por exemplo: colocar os seus cartões em cima de cada cartão vermelho para saber quantos cartões possuía, e olhar para o número descrito logo abaixo. Assim sendo, se parasse no 6ª cartão, saberia que possuía 6 cartões coloridos.
6ª Mudança: Teria que disponibilizar tempo para que os alunos que necessitassem, colocassem os seus cartões sobre a quantidade de cartões necessários para comprar certo personagem.
Por exemplo: Se possuíssem 3 cartões amarelos, colocariam os seus cartões sobre os personagens que poderiam ser comprados com aquela cor, e perceberiam quantos deles ou quais deles poderiam comprar.
7ª Mudança: A regra de trocar 2 cartões amarelos por 1 vermelho, bem como, 1 cartão azul por dois 2 vermelhos, teria que ser extinguida, pois dificultaria e confundiria muito os alunos.
OBSERVAÇÕES: Em vista do que descrevi, as mudanças se deram ao fato de que alguns alunos (minoria), simplesmente, haviam decorado os números, mas não sabiam com precisão distinguir a lógica dos mesmos, ou seja, interligar o número 6 a seis objetos. Porém, não poderia ficar alheio a esta realidade, por isso tive que adaptar o jogo à situação desses alunos.
Comentário: A atividade que você desenvolveu com seus alunos é muito criativa, além de trabalhar com equivalência. Mas, como você mesmo se deu conta, ela pode ser um tanto complicada para os alunos. Com as adaptações que você apresentou acredito que ela possa ficar mais acessível à realidade dos alunos. Abraços! Dany
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